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29 de mai de 2016

Controle nas Fronteiras


O governo provisório de o presidente Michel Temer anunciou no início da noite desta quarta-feira (25/05/2016) a criação de um Comitê Executivo de Coordenação e Controle de Fronteiras, que reunirá os ministros: da Defesa; Justiça e Cidadania; e Relações Exteriores, com apoio da Polícia Federal, Receita Federal, Abin e Forças Armadas

São três tipos de problemas, disse o ministro das Relações Exteriores, José Serra: Contrabando de armas; tráfico de drogas e de mercadorias. São 30 bilhões de reais (de contrabando) por ano, a perder-se pelo menos 20 milhões de reais em receita, sem mencionar que (as mercadorias) são feitas sem gerarem emprego no país”.

(O ministro José Serra se esqueceu do tráfico de pedras preciosas, ouro, e outros minérios nobres; madeiras de lei; animais silvestres e peles; etc.).

Para aumentar a vigilância e a efetividade das operações, o ministro Raul Jungmann, da Defesa, anunciou o aluguel de um satélite israelense que, do espaço, permite a aproximação da imagem como as ações estivessem a apenas 5 metros do local.

“Estamos alugando de Israel um satélite de baixa altitude, uma ferramenta tecnológica fundamental que permite uma resolução de 4 a 5 metros a partir do espaço. Vamos acompanhar tudo e qualquer movimento em nossas fronteiras, que servirão de ferramentas para Defesa, Receita, Polícia Federal e IBAMA”. 

(Em plena crise vamos nos dar o luxo de alugar um satélite de baixa altitude de Israel que não será barato, para aumentar o orçamento público do país endividado). 

Jungmann disse que não haverá restrição orçamentária, já que se fez no encontro foi reunir várias operações já programadas em uma única. Disse também que não irá revelar as datas das operações, já que o comitê considera o efeito surpresa fundamental para inibir a criminalidade.

(O efeito surpresa que o ministro da Defesa está dizendo é uma simples operação relâmpago em uma determinada área para surpreender os contrabandistas e logo depois, ao deixarem em paz com contrabandos passando livremente em grandes quantidades sem nenhuma fiscalização)

Ele citou a Operação Ágata, das Forças Armadas, como exemplo de ações já previstas que terão coordenação centralizada pelo Comitê.

“Serão 15 mil homens, 27 aeronaves, 8 navios e 80 lanchas, a um custo de 8 milhões de reais na Operação Ágata, que fará parte das ações”.

(Nem parece que o Brasil está em crise estão se achando com o direito de gastarem oito milhões de reais numa operação militar em um dia ou alguns dias).

Para viabilizar o sucesso da iniciativa, o ministro José Serra aproveitou sua recente viagem à Argentina e combinou com o presidente Maurício Macri um encontro reunindo as nações que fazem fronteira com os países, principalmente as da região Sul do Continente. 

“A ação diplomática é essencial. Temos 17 mil km de fronteiras, e boa parte serve como trânsito para ações delituosas. Temos que somar forças com a Argentina. Este assunto será puxado por Brasil e Argentina”.

(Se querem mesmo combater a criminalidade nas fronteiras não é com ações paliativas e inócuas que só vão gastar o dinheiro do contribuinte em vão. Se estamos perdendo uma receita de 20 milhões de reais por 30 bilhões de reais no contrabando anual; nada mais justo de se criar um efetivo permanente nas fronteiras como: a construção de Batalhões de Construção e Combate do Exército Brasileiro. Bases permanentes da Marinha e dos Fuzileiros Navais para proteger os rios e mares; e algumas bases aéreas (Aeronáutica) com helicópteros de combate para vigiar as fronteiras contra o narcotráfico, armas e outros tipos de contrabando e também contra a invasão dos guerrilheiros no território brasileiro). Tudo isso sob a observação e orientação estratégica das Forças Armadas para determinar as áreas mais importantes para essas instalações militares.

(Essas fiscalizações temporárias que o governo está premeditando fazer não servem para nada, só para pegar alguns peixinhos desavisados, mas quando deixam o local da fiscalização, passam os tubarões do contrabando pesado. Todas essas operações relâmpagos nas fronteiras não surtem nenhum efeito positivo, as drogas e as armas continuam a passar quando não há fiscalização, estão gastando o dinheiro público e fazendo de contas que estão combatendo os infratores das leis). 

Será que somos o país do faz de conta? Estão transformando o país numa fábula? Ou estão querendo fazer média com o povo e gastando o dinheiro do Erário Público numa operação de fachada e o dinheiro indo pelo ralo.





Por: Ernani Serra
Pensamento: A crise brasileira e mundial é por falta de ética, de educação familiar, honestidade e muitas outras formações de caráter. Um país sob a égide de representantes corruptos (políticos) não fazem mais do que roubarem a nação.
Ernani Serra