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24 de jun de 2017

Além da Carne Podre agora com Caroço


EUA suspendem importação de carne bovina do Brasil por causa de vacina que causa "caroço"
Publicado em 22/06/2017 23:18 e atualizado em 23/06/2017 09:58

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Rejeição de 10% da carne inspecionada. Veterinários brasileiros dizem que irregularidades apontadas por autoridades americanas não representam risco sanitário (ESTADÃO/FOLHA/VEJA/REUTERS).

WASHINGTON - O secretário de Agricultura dos Estados Unidos, Sonny Perdue, anunciou nesta quinta-feira, 22, a suspensão de todas as importações de carne bovina in natura do Brasil, por causa de “preocupações recorrentes” com a segurança do produto destinado ao mercado americano. A medida continuará em vigor até que o Ministério da Agricultura do Brasil adote ações “corretivas” para atender as exigências do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).

 >> Minerva diz que vai atender EUA com carne do Uruguai após suspensão ao Brasil
A decisão é um revés significativo para os exportadores de carne brasileiros, que haviam conseguido abrir o mercado americano para seus produtos em junho de 2015. O primeiro embarque, no entanto, ocorreu apenas em setembro do ano passado. Embora o volume de exportação ainda não seja relevante, o mercado americano, por ser um dos mais exigentes, serve de referência para que outros países decidam comprar a carne brasileira.

Entre janeiro e maio deste ano, os frigoríficos brasileiros embarcaram para o mercado americano 4,68 mil toneladas de carne in natura, ou US$ 18,9 milhões. Já a China, o principal importador, adquiriu no período 52,88 mil toneladas de carne bovina in natura, ou US$ 219,7 milhões de dólares, conforme a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec).

Blairo diz que irá aos EUA prestar esclarecimentos após suspensão de compra de carne in natura do Brasil
(Reuters) - O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, afirmou que irá viajar aos Estados Unidos para prestar todos os esclarecimentos necessários e tentar reverter a suspensão de compra de carne in natura do Brasil imposta na quinta-feira pelo governo norte-americano.

Blairo disse, em mensagem publicada nas redes sociais, que viajará acompanhado de uma equipe do ministério para "fazer as discussões necessárias e restabelecer esse mercado tão importante que o Brasil conquistou nos últimos anos".

Na quinta-feira, o Departamento de Agricultura norte-americano (USDA) anunciou que os Estados Unidos suspenderam todas as importações de carne bovina in natura do Brasil devido a recorrentes preocupações sanitárias sobre os produtos.

A medida ocorre após o USDA ter aumentado em março a realização de testes para a carne fresca e produtos prontos de carne do Brasil, como precaução após a operação policial Carne Fraca, que revelou um esquema ilegal de fornecimento de produtos alimentícios alterados ou adulterados com a participação de empresários e fiscais do Ministério da Agricultura.

A suspensão se deu após o Brasil, maior exportador de carne bovina do mundo, ter conseguido apenas no segundo semestre do ano passado acesso ao cobiçado mercado norte-americano de produto in natura.

Blairo disse que todas as medidas corretivas para as exigências apresentadas pelos norte-americanos já estão sendo tomadas. Segundo o ministro, o embargo temporário atinge 13 unidades brasileiras, sendo que cinco já tinham sido suspensas preventivamente pelo Brasil, embora estivessem habilitadas para exportar aos EUA.

(Por Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro)
Estadão: Vacina oleosa deixa caroços (abscessos), sem risco à saúde humana ou aos bovinos.

As irregularidades apontadas por autoridades americanas na carne bovina brasileira, ligadas a reação à vacina contra febre aftosa, referem-se a questões contratuais e não representam risco sanitário, segundo apurou o Estadão com fontes ligadas ao setor. 

Em decorrência da queixa apresentada pelos americanos, o Ministério da Agricultura anunciou anteontem a suspensão das exportações da proteína animal de cinco frigoríficos brasileiros para os EUA. A proibição continuará em vigor até que sejam adotadas “medidas corretivas”, disseram técnicos do ministério.

Segundo o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Antônio Jorge Camardelli, os abscessos encontrados na carne estariam relacionados a componentes da vacina, que teriam causado uma reação alérgica no local. Ele explicou que as exportações – assim como qualquer tipo de operação de compra e venda – estão sujeitas a regras e critérios previstos em contrato. “O importador abrir um pedaço de carne e encontrar nela um abscesso é motivo para suspender as compras, pois este problema não está em conformidade com a especificação acordada anteriormente”, disse o executivo. 

EUA suspendem importação de carne in natura do Brasil (na Reuters e FOLHA).

Por MAURO ZAFALON, coluna Vaivém das Commodities
O setor produtor de carne do Brasil sofreu um novo baque nesta quinta-feira (22), depois que o governo americano anunciou a suspensão de todas a compra da carne bovina "in natura" do país, devido a preocupações relativas à sanidade do produto.

Segundo o Departamento da Agricultura dos EUA, desde março deste ano, após a Operação Carne Fraca (envolvendo fiscais sanitários), o país barrou 11% das carne bovina "in natura" exportada pelo Brasil.

Uma das consequências da operação da PF é que os EUA passaram a investigar 100% da carne brasileira que quer entrar no país.

Essa taxa de reprovação, ainda segundo o governo dos EUA, é muito maior do que a média global: de 1%.
O mercado americano só se abriu o produto brasileiro no ano passado e ainda é pouco relevante para as exportações do país. Porém, mais importante que o tamanho atual é o impacto futuro, já que os EUA não são apenas um grande consumidor de carne como a imagem brasileira sofre novo abalo.

Esse tranco vem logo após o segmento sofrer as consequências das operações da Polícia Federal, da delação premiada dos donos da JBS e da volta da cobrança de Funrural e de ICMS no setor.

Na VEJA: EUA suspendem importação de carne ‘in natura’ do Brasil
Desde março, o serviço de inspeção de alimentos do país informa que barrou 11% dos produtos de carne fresca brasileira

Os Estados Unidos suspenderam nesta quinta-feira todas as importações de carne bovina “in natura” do Brasil devido a recorrentes preocupações com a segurança sanitária dos produtos, informou em comunicado o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).

A suspensão deve continuar até que o Ministério da Agricultura do Brasil tome “medidas corretivas” que o departamento considere satisfatórias, informou o órgão.

“Embora o comércio internacional seja uma parte importante do que o USDA faz, e o Brasil seja um dos nossos parceiros há tempos, minha primeira prioridade é proteger os consumidores americanos”, disse o secretário da Agricultura, Sonny Perdue.

“O produto que já está na água não vai poder entrar”, afirmou o analista de pecuária dos EUA da Steiner Consulting Group, referindo-se às cargas que já estão a caminho dos Estados Unidos.

O USDA informou também que, desde março, quando foi deflagrada a operação Carne Fraca no Brasil, o Serviço de Inspeção e Segurança de Alimentos dos Estados Unidos (FSIS) recusou 11% dos produtos de carne fresca brasileira que tentaram entrar no país. Com a operação, o FSIS passou a inspecionar toda a carne nacional que chegava em solo americano.

“Esse valor é substancialmente superior à taxa de rejeição de 1% das remessas do resto do mundo. Desde a implementação do aumento da inspeção, o FSIS recusou a entrada para 106 lotes de produtos bovinos brasileiros devido a problemas de saúde pública, condições sanitárias e problemas de saúde animal”, afirmou o USDA.

Segundo o departamento, o governo brasileiro se comprometeu a resolver essas questões, “inclusive pelo auto suspensão de cinco instalações de transporte de carne para os Estados Unidos”. 

Comentário:
Agora essa carne rejeitada pelos EUA vai ser distribuída no mercado brasileiro para ser consumida pela população do Brasil. O que não presta o consumidor brasileiro tem que comer. Estão fazendo os brasileiros de urubus, hienas.... Até carne podre e vencida os brasileiros já consumiram.
 




Por: Ernani Serra
Pensamento: Quem não quer para si não dá para os outros.
Ernani Serra